segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Lógica

Havia uma razão muito válida para eu querer trabalhar com animais:

As pessoas são estúpidas.

Hoje é só. Obrigada.

sábado, 1 de novembro de 2014

casa dos meus sonhos

Volta e meia sonho com uma casa grande, nova em folha, para onde me mudo. Sempre que lá estou, tudo parece maravilhoso: quartos grandes com espaço para tudo, um escritório só para mim, várias divisões, uma sala de estar espaçosa. Às vezes é numa casa, às vezes é num apartamento luxuoso. De todas as vezes, apesar do sítio fantástico, há sempre algo de errado.

Numa das casas, uma janela não fechava. E durante a noite, alguém a foi assaltar. Noutra, ao descer as escadas para a sala de estar, tinha lá uma festa com pessoas elegantes que eu não fazia ideia quem eram, e onde não me sentia minimamente enquadrada..e saí. Num dos apartamentos, dificilmente conseguia entrar porque os elevadores tinha regras muito complicadas de utilização. Não havia maneira de apanhar o elevador correcto para lá chegar, e acabava por deambular por corredores de pisos aleatórios, subir e descer escadas, e nunca chegar à minha porta de entrada.

Ontem, estava noutra casa. Igualmente nova.. à beira de um rio, ou de um lago. Por cima da água tinha uma espécie de cais feito em madeira. Eu não queria subir para o cais, estava com medo. Mas alguém que lá estava em cima, insistia para que fosse, e estendia-me a mão. Eu fui.

A partir do momento em que lá meti os pés, a madeira ia perdendo progressivamente a consistência, tornava-se maleável, e eu perdia o equilíbrio. Parecia que estava a andar em individuais de mesa de bambu! De maneira a não afundar, continuei a andar, de mão dada. Aos solavancos, com medo de cair à água. Lá fui avançando. Não afundei.

Devo ter acordado entretanto e não me lembro do resto.

Só mais um para juntar à colectânea dos sonhos que me fazem esfregar muito os olhos quando acordo.


terça-feira, 7 de outubro de 2014

Choices


Nunca gostei de tomar decisões. Principalmente daquelas grandes e gordas. E sabem porquê? Porque normalmente quando se tem de tomar este tipo de decisões, existe sempre uma pressão enorme envolvida. Sentindo-me sob pressão, sinto SEMPRE que vou cometer um grande erro.

Nas alturas em que mais preciso de ter os pés bem assentes na terra, e de ser racional, é quando menos o sou. Objectivar torna-se um bicho de sete cabeças. Pesar os prós e os contras torna-se impossível porque tenho a balança completamente descalibrada. Não consigo atribuir o devido valor a cada parâmetro, e todo o processo é só tortuoso.

Depois da tormenta, sinto-me assim:


Yep.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Realistic people

Não dá para contar pelos dedos das mãos (e dos pés) a quantidade de vezes que já me chamaram de pessimista.

Não acho, nem um bocadinho.

Confesso que nem sempre é agradável ter noção de que alguma coisa não vai correr tão bem quanto se espera, mas pelo menos não me cai tão mal a decepção.

Mais uma série de imagens/casos relacionados aqui: http://www.buzzfeed.com/keelyflaherty/the-struggle-is-realist?bffb&s=mobile

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Eu, online

Quando criei este belo pedaço de internet para mim, tinha como objectivo deixar para aqui tudo aquilo que quisesse e bem me apetecesse. Inicialmente foi assim: desde pseudo cartas amorosas que ninguém entende para além de mim, até disparates pegados acerca da Nossa Senhora. Até aqui tudo bem.

Nestes últimos anos, não tem sido bem assim.

Sempre que abro uma das aplicações horríveis que me permitem lidar com o Blogger (assunto que dá pano para mangas para outra publicação cheia de ódio - a sério que não existe uma app que se aproveite? A SÉRIO?) e me deparo com a espécie de editor de texto que me é apresentada.. sinto-me inibida. Não consigo chegar aqui e escrever, como antigamente escrevia. Devo muito disto ao boom das redes sociais, estas que permitem que qualquer conteúdo seja divulgado sem grandes dificuldades. Começo a pensar seriamente nas repercussões que qualquer publicação que faça possa ter:

- se escrevo algo demasiado sentimental, sinto-me exposta;
- se escrever algo sobre o meu emprego, ponho em risco a minha ética de trabalho;
- se quiser mandar umas caralh*adas, corro o risco de um potencial empregador ler e prejudicar o meu futuro;

Cada vez mais tenho medo de chegar aqui, e ser eu.

Não digo que não estaria exposta quando criei o blogue, atenção. A Internet é um fosso de informação onde se encontra de tudo, se procurarmos bem. E desde as primeiras publicações, sempre tive cuidado em preservar algumas identidades, refrear referências, deixar algumas histórias por contar. Nos entretantos, o mundo virtual evoluiu, e cada um de nós tem uma persona online. É uma outra identidade, em que aquilo que nos define depende muito daquilo que escrevemos/publicamos/decidimos tornar público. O que somos online, está directamente relacionado com o mundo real, cada vez mais. Isso assusta-me. Gostava mais quando podia escrever publicamente e apenas um pequeno grupo de pessoas dava pouca ou qualquer importância ao que publicava (acreditava e acredito eu, na minha inocência, que existem pessoas que se interessam pelas coisas lindas que eu vou metendo para aqui!).

Era mais giro quando a Internet servia maioritariamente de playground (e para sacar textos em brasileiro para trabalhos da escola a ser feitos à última da hora, isso é que era!). Agora, é tudo demasiado sério.

O meu alter ego virtual sente-se reprimido e deprimido.

E velho. Muito velho.

(Isso deve-se mais ao facto de hoje ter encontrado três disquetes.. yup.)

É isso.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Train tracks. Again.


Não sei ao certo quanto tempo já passou. Anos, talvez?

Ontem à noite as linha de comboio voltaram aos meus sonhos. Nunca entendi bem o que significam. Ou se tem significado sequer.

Só sei que corro. Tenho pressa. Esquivo-me das composições de comboios que passam. Está escuro. Mas continuo a correr.

Uma coisa é certa: pareço saber para onde quero ir.

Isso reconforta-me.

(ler noir graphic novel series antes de dormir não deve ajudar muito a ter sonhos cor de rosa. anyways... prefiro assim)

domingo, 3 de agosto de 2014

5th September

Wishlist

* Bluetooth keyboard para o meu G Pad;
* Uma carteira (não mala - para colocar dinheiro e cartões);
* Discos de vinil da minha preferência (quem conhece a peça, sabe bem o que a casa gasta!)

Se nenhum dos anteriores for possível, a felicidade pode vir na forma de um gift card da H&M.

Obrigada.

#pedirnãocusta e tal.